Relações Que Adoecem e a Coragem de Se Escolher

A força de quem não se abandona

Existem dores que nos rasgam por dentro.

Despedidas que não foram desejadas.

Conflitos que nos colocam diante de uma escolha difícil:

ficar tentando salvar o outro — ou salvar a si.

Nem sempre é fácil.

Às vezes, o amor ainda pulsa.

Ainda há saudade, esperança, vontade de resolver.

Mas chega um momento em que algo mais forte se levanta dentro de nós:

a urgência de não se perder tentando manter o que já não te acolhe.

Essa é a força de quem não se abandona.

De quem aprende que se respeitar não é frieza — é sobrevivência emocional.

Que continuar insistindo onde só existe resistência

é como regar um jardim que não te permite florescer.

Mesmo ferido(a), quem se respeita se salva.

Porque amar o outro não pode custar o próprio chão.

Não pode te afastar de si.

Não pode te convencer de que é normal se silenciar para manter uma paz frágil.

A força de quem não se abandona não grita.

Ela escolhe ir embora em silêncio,

mas leva consigo algo que jamais será tirado:

a dignidade de quem não implora para ser visto,

e a coragem de quem já aprendeu a se escolher.

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