Há situações em que o problema não está no tema da conversa,
mas na maneira como ela é conduzida.
Não é sobre redes sociais, opiniões ou escolhas individuais.
É sobre como se lida com o sentimento do outro.
Quando uma pessoa reage com rigidez, agressividade ou frieza,
ela não está apenas defendendo um ponto
está fechando as portas para o diálogo,
ignorando a necessidade de escuta e empatia.
Ninguém termina uma relação por algo pequeno.
As relações terminam quando o respeito é esquecido,
quando um valor importante é tratado com desdém,
quando o que machuca é minimizado.
E, diante disso, o silêncio pode ser a única resposta possível.
Não como punição, mas como proteção.
O silêncio que não grita, mas preserva.
Que não fere, mas define limites.
Que não busca vencer uma discussão,
mas encerrar um ciclo onde o amor deixou de ter espaço.
Não se trata de orgulho, trata-se de dignidade.
E às vezes, manter a própria paz
é mais importante do que tentar explicar a dor para quem escolheu não escutar.
