Conviver com alguém que está sempre tentando provar algo — que precisa vencer, dominar, ser o centro — pode ser esgotante. O ego inflado não grita força, grita medo. Medo de não ser visto, de não ser amado, de não ser suficiente.
Mas esse medo disfarçado de arrogância, de superioridade ou de “eu sei mais” não é seu para carregar. Você não precisa entrar no jogo. Nem diminuir a sua luz para evitar conflito. Nem levantar escudos para se proteger o tempo todo.
A chave está em compreender sem absorver. Em enxergar o outro com clareza, mas não com julgamento. Quem está cheio de ego, na verdade, está vazio de si. E enquanto não se reencontrar, vai continuar criando ruídos.
Lidar com isso exige maturidade: saber até onde se pode ir, até onde se deve ceder, até onde vale a pena insistir. Às vezes, a melhor resposta é o silêncio. Às vezes, é o limite. Outras vezes, é simplesmente ir embora.
Você não está aqui para provar nada para ninguém.
Seu valor não depende do quanto o outro reconhece.
E sua paz é sempre mais importante que qualquer batalha de vaidades.
