Relações Que Adoecem e a Coragem de Se Escolher

Quando o afeto vira ameaça para quem aprendeu a não ceder

Nem todo coração fechado nasceu assim.

Alguns foram ensinados, desde cedo, a se blindar.

Frases como

“Não dependa de ninguém”

“Não mude por ninguém”

“Seja sempre forte”

podem até parecer lições de autonomia.

Mas, sem equilíbrio, viram armaduras emocionais.

Pessoas criadas nesse molde aprendem que ceder é fraqueza,

que demonstrar afeto é “ficar na mão do outro”,

e que mudar qualquer coisa por alguém é perder o controle.

E então, quando o amor aparece,

elas se retraem.

Sentem ameaça onde há cuidado.

Sentem invasão onde há escuta.

Sentem confronto onde há apenas um convite para crescer junto.

Elas não sabem dialogar — reagem.

Não sabem acolher — se defendem.

Não sabem construir — controlam.

Mas o problema não é o amor.

É a mentalidade que ensina que amar é perigoso,

quando na verdade é o único lugar onde a alma pode, enfim, descansar.

A verdade é:

ninguém perde por evoluir dentro de uma relação.

O que nos diminui não é mudar com o outro —

é resistir tanto que acabamos sozinhos, certos, mas vazios.

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