Há quem confunda amor com autoridade.
Quem ache que para amar é preciso dominar.
Controlar o que o outro faz, diz, sente, posta, escolhe, veste, pensa.
Mas isso não é amor — é medo disfarçado de poder.
A postura autoritária pode vir de quem quer manter tudo sob controle,
de quem não sabe lidar com a liberdade do outro.
É o famoso “vai ser do meu jeito, ou não vai ser”.
Só que o amor verdadeiro não é um jogo de imposição
é um convite à construção.
E quando alguém impõe todas as regras,
toma todas as decisões, define o que é certo ou errado sem escutar…
o outro vai se apagando.
Vai diminuindo o brilho, os desejos, as vontades,
pra evitar mais confronto.
Talvez você já tenha vivido isso.
De sentir que precisava “pisar em ovos”.
De que suas emoções eram sempre erradas.
De que o amor parecia condicional:
só era aceito se você se encaixasse no molde do outro.
Mas isso não é amar.
É aprisionar.
Quem ama de verdade não tenta te moldar — te respeita.
Não exige submissão — acolhe sua verdade.
Porque amor que se impõe, fere.
Amor de verdade propõe, soma, constrói com liberdade.
