Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

O início de um ciclo está, quase sempre, escondido dentro do fim de outro.

Eles não são opostos. São partes do mesmo movimento.

Como o pôr do sol que anuncia a noite, mas também prepara o terreno para o nascer do dia.

Encerrar um ciclo exige coragem.

É deixar ir o que já não serve mais — ainda que tenha servido um dia.

É reconhecer que cresceu, que mudou, que algo em você não se encaixa mais na forma antiga.

E, ao mesmo tempo, começar um novo ciclo exige presença.

É se abrir para o desconhecido com fé.

É plantar escolhas mais alinhadas com quem você está se tornando.

Fim e começo são pontos do mesmo círculo.

Não há verdadeiramente um recomeço sem desapego.

E não há encerramento que não traga, no fundo, a semente de um novo florescer.

A vida é feita desses ciclos. Uns mais dolorosos, outros mais suaves.

Mas todos com um convite em comum:

Transformar-se.

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