Não existe nada mais doloroso do que falar e não ser escutado(a).
Do que abrir o coração, tentar explicar o que sente,
e perceber que do outro lado há apenas indiferença, pressa ou desinteresse.
A escuta afetiva é o que sustenta vínculos verdadeiros.
É quando alguém para o que está fazendo para perceber o outro de verdade.
Não é sobre responder rápido,
é sobre escutar com presença, com alma, com o coração inteiro.
Quando isso falta, algo dentro da relação começa a se quebrar.
A pessoa ainda está ali — mas já não se sente parte.
Fala… mas não é ouvida.
Tenta… mas não é percebida.
Explica… e é chamada de exagerada, dramática, sensível demais.
Talvez você já tenha passado por isso.
Talvez tenha gritado com o olhar, suplicado com o silêncio.
Talvez tenha dito “tá tudo bem”, quando por dentro implorava por atenção.
Escutar alguém é um ato de amor.
É dizer: “você importa pra mim, até quando não sabe explicar, até quando dói”.
E se esse espaço deixou de existir,
se é preciso se calar para manter uma falsa paz —
entenda: essa paz não é verdadeira.
É só o eco da sua voz se perdendo dentro de você.
