Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Quando tudo pesa e nada faz sentido

Tem dias em que a vida parece um emaranhado de tarefas, obrigações, silêncios e urgências.

Dias em que o corpo está presente, mas a alma… exausta.

Como se tudo pedisse mais, enquanto dentro, algo grita por menos.

Sentir-se sobrecarregado não é fraqueza.

Sentir-se perdido não é fracasso.

É um sinal. Um sussurro do coração dizendo: “assim não dá mais.”

Pode ser que as metas deixaram de ter significado.

Que as rotinas viraram prisões invisíveis.

Que os dias passam, mas você sente que ficou.

É nesses momentos que algo precioso começa a nascer:

o chamado para voltar para si.

Para simplificar.

Para lembrar o que é essencial.

Para reconhecer o que está pesando demais — e deixar cair.

Não há mapa certo quando a bússola interna se desalinha.

Mas há pausas. Há respiros. Há espaços onde a alma pode se ouvir de novo.

Talvez você não esteja perdido. Talvez esteja só sendo chamado a recomeçar.

E recomeços, às vezes, têm a cara do caos antes de se parecerem com caminho.

Permita-se parar.

Permita-se não saber.

Permita-se ser, antes de tudo.

Deixe um comentário