Você é casa.
Com portas que se abrem devagar, janelas que pedem luz e cômodos que às vezes precisam de silêncio para respirar.
Cuidar de si é mais do que um gesto bonito — é um compromisso com o espaço onde você mora por dentro.
Às vezes, você acorda e percebe que algo está fora do lugar:
Pensamentos espalhados no chão, sentimentos empilhados demais, lembranças cobrindo as frestas da luz.
É assim mesmo. Toda morada viva bagunça de vez em quando.
Mas você pode voltar. Pode reorganizar, pode recomeçar.
Sem pressa. Sem culpa.
Mude os móveis da mente.
Abra a janela do peito.
Tire o pó dos sonhos esquecidos.
E, se der, acenda uma luz no canto mais escuro — só para ver o que floresce ali.
Autocuidado não é sobre perfeição, é sobre presença.
É olhar para dentro com a mesma ternura de quem cuida de um lar querido:
um pouco por dia, com paciência, com intenção.
E quando a vida te levar para longe de si — porque às vezes leva —
que você saiba o caminho de volta.
Porque dentro de você ainda mora um lugar onde é possível descansar.
E ele continua esperando por você.
