Quando era pequena, eu ouvi um verso que nunca esqueci:
“Se você tem um segredo, não conte a ninguém — lembre-se: seu amigo tem um amigo também.”
Na época, não entendi o peso dessas palavras.
Mas com o tempo… fui entendendo.
Confiar é um gesto bonito — e também vulnerável.
É dizer: “Eu te escolho para guardar uma parte de mim que não mostro para todos.”
Mas nem sempre o que entregamos fica só ali.
Às vezes, o que era um segredo sussurrado se transforma em um eco…
que vai passando de ouvido em ouvido, até se perder da origem.
E então vem a pergunta: em quem confiar?
Talvez a resposta não seja sobre os outros.
Seja sobre você.
Sobre o que, de fato, precisa ser dito.
Sobre o que você compartilha por alívio —
e o que você segura por cuidado.
É possível confiar.
Mas é preciso observar.
Nem todo mundo que te escuta, te guarda.
E nem todo silêncio é ausência — às vezes, é proteção.
Compartilhar é lindo.
Mas escolher com quem… é sabedoria.
