Essa pergunta não vem do acaso.
Ela costuma chegar depois de uma decepção, de um rompimento silencioso, ou de uma ferida que ainda não cicatrizou.
Confiar é se abrir.
É baixar a guarda.
É permitir que o outro veja partes de nós que nem sempre mostramos.
E, por isso, confiar dá medo.
Mas viver desconfiando de tudo e de todos também pesa.
É como andar pela vida sempre de armadura — protegido, sim, mas distante daquilo que é mais bonito: a conexão verdadeira.
Então… será que dá pra confiar?
A resposta talvez não seja um “sim” absoluto.
Nem um “não” definitivo.
Talvez confiar seja uma construção.
Uma dança que começa devagar.
Com passos pequenos: observar, sentir, perceber coerência entre palavras e gestos.
E, principalmente, confiar primeiro em si.
Na sua intuição.
No seu ritmo.
Na sua coragem de se proteger — sem se fechar.
Você não precisa entregar tudo de uma vez.
Mas também não precisa se negar a chance de encontrar quem mereça ficar.
Confiar não é ser ingênuo.
É ser inteiro — com cuidado, com presença, com verdade.
