Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Será que podemos confiar nas pessoas?

Essa pergunta não vem do acaso.

Ela costuma chegar depois de uma decepção, de um rompimento silencioso, ou de uma ferida que ainda não cicatrizou.

Confiar é se abrir.

É baixar a guarda.

É permitir que o outro veja partes de nós que nem sempre mostramos.

E, por isso, confiar dá medo.

Mas viver desconfiando de tudo e de todos também pesa.

É como andar pela vida sempre de armadura — protegido, sim, mas distante daquilo que é mais bonito: a conexão verdadeira.

Então… será que dá pra confiar?

A resposta talvez não seja um “sim” absoluto.

Nem um “não” definitivo.

Talvez confiar seja uma construção.

Uma dança que começa devagar.

Com passos pequenos: observar, sentir, perceber coerência entre palavras e gestos.

E, principalmente, confiar primeiro em si.

Na sua intuição.

No seu ritmo.

Na sua coragem de se proteger — sem se fechar.

Você não precisa entregar tudo de uma vez.

Mas também não precisa se negar a chance de encontrar quem mereça ficar.

Confiar não é ser ingênuo.

É ser inteiro — com cuidado, com presença, com verdade.

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