Tem dias em que a vontade de continuar parece mais esforço do que escolha.
Nada exatamente errado — e, mesmo assim, tudo parece fora do lugar.
É o corpo mais lento.
O pensamento mais pesado.
O brilho das coisas, opaco.
E aí vem aquela sensação: “Será que ainda faz sentido?”
Mas talvez o desânimo não seja um sinal de fraqueza.
Talvez ele seja só um pedido sutil do coração:
“Por favor, me escuta. Eu estou cansado de fingir força o tempo todo.”
Porque mesmo quem carrega luz… também sente sombra.
Mesmo quem inspira os outros… também precisa respirar.
E mesmo quem já venceu batalhas… pode se perder um pouco no caminho.
Então, quando o desânimo vier — não se cobre.
Não se force a reagir como se fosse uma máquina.
Permita-se pausar, silenciar, descansar.
Às vezes, é no intervalo que a alma encontra fôlego.
Lembre-se: você não está fracassando.
Você só está humano.
