Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Quando bate o desânimo

Tem dias em que a vontade de continuar parece mais esforço do que escolha.

Nada exatamente errado — e, mesmo assim, tudo parece fora do lugar.

É o corpo mais lento.

O pensamento mais pesado.

O brilho das coisas, opaco.

E aí vem aquela sensação: “Será que ainda faz sentido?”

Mas talvez o desânimo não seja um sinal de fraqueza.

Talvez ele seja só um pedido sutil do coração:

“Por favor, me escuta. Eu estou cansado de fingir força o tempo todo.”

Porque mesmo quem carrega luz… também sente sombra.

Mesmo quem inspira os outros… também precisa respirar.

E mesmo quem já venceu batalhas… pode se perder um pouco no caminho.

Então, quando o desânimo vier — não se cobre.

Não se force a reagir como se fosse uma máquina.

Permita-se pausar, silenciar, descansar.

Às vezes, é no intervalo que a alma encontra fôlego.

Lembre-se: você não está fracassando.

Você só está humano.

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