Há dias em que tudo parece se encaixar.
A vista é clara, o coração tranquilo, o caminho faz sentido.
Você sente como se estivesse lá no alto da roda — onde o vento é leve e tudo parece possível.
Mas, como toda roda que gira, a vida também desce.
E, de repente, o que era certeza se torna silêncio.
O que era luz se transforma em sombra.
E você se pergunta: “Será que perdi o rumo?”
Não, você não perdeu.
Você apenas está em outro ponto do ciclo.
Porque viver é isso:
subir, descer, sentir.
E seguir — com presença.
A roda gira, mas o eixo permanece.
E talvez o eixo seja você:
o ponto firme em meio às voltas.
A consciência que observa.
A alma que aprende.
Não existe fase errada.
Existe fase que ensina de outro jeito.
E confiar no movimento é um gesto de coragem silenciosa.
É dizer a si:
“Mesmo quando tudo gira, eu escolho permanecer em mim.”
