Entre o Sentir e o Dizer

A delicadeza de escutar além do que é dito

Ouvir é diferente de escutar.

Ouvir capta sons.

Escutar, de verdade, exige presença.

Nem sempre o que importa está nas palavras.

Está no que hesita.

No que fica em suspenso entre uma frase e outra.

No que os olhos dizem quando a boca não encontra caminho.

A escuta sensível não quer responder rápido.

Não precisa preencher o silêncio.

Ela oferece espaço — não opinião.

É na escuta gentil que o outro encontra coragem para continuar.

Porque sentir-se ouvido é diferente de ser interrompido com conselhos.

Escutar com o coração é um tipo de cuidado que transforma.

Porque nem sempre quem fala quer solução.

Às vezes, só precisa de um lugar seguro onde possa se revelar.

Deixe um comentário