Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Nem todo padrão herdado precisa ser mantido

Muito do que carregamos na vida veio de antes de nós.

Vieram falas repetidas, regras silenciosas, modos de ver o mundo que foram passados como verdades — muitas vezes sem questionamento.

Os nossos pais — ou quem nos criou — nos transmitiram o que sabiam.

E fizeram isso, na maioria das vezes, com amor.

Mas também com limitações, com medos, com expectativas que vinham das próprias histórias deles.

Eles nos ensinaram sobre certo e errado, sobre sucesso e fracasso, sobre o que é “ser alguém na vida”.

Mas será que esses padrões ainda fazem sentido pra quem somos hoje?

Nem sempre o que aprendemos como regra é o que nos serve como verdade.

Porque os padrões deles nasceram das dores deles, dos contextos deles, dos tempos deles.

E nós… vivemos outros tempos. Trazemos outras perguntas. Buscamos respostas diferentes.

Honrar quem veio antes não é repetir tudo o que foi dito.

É ter coragem de olhar para dentro e perguntar: quais desses caminhos realmente me pertencem?

Ter os próprios padrões é um ato de maturidade.

É quando deixamos de viver para corresponder expectativas alheias e começamos a viver em alinhamento com nossa própria verdade.

E isso não é ingratidão.

É crescimento.

A liberdade não está em romper com tudo.

Está em escolher, com consciência, o que queremos levar adiante — e o que queremos deixar para trás.

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