Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Quando a paixão nos cega

Tem sentimentos que chegam como tempestade.

Arrebatam, envolvem, aquecem… e confundem.

A paixão é assim — intensa, bonita, mas às vezes, barulhenta demais por dentro.

A gente começa a ignorar os sinais.

A justificar o injustificável.

A chamar de “intensidade” o que, no fundo, já é desequilíbrio.

É que a paixão, quando cega, tapa os olhos — mas também o coração.

Faz a gente achar que está vivendo algo raro… quando, na verdade, está se afastando de si.

E não tem vergonha nisso.

Só quem sente de verdade é capaz de se perder um pouco no caminho.

Mas vem um momento em que a lucidez volta.

Às vezes pela dor. Às vezes pelo cansaço.

E a gente entende: o que machuca, não é amor.

Paixão de verdade não apaga a nossa luz.

Não nos torna pequenos.

Não exige que a gente deixe partes de si pra caber no outro.

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