Nem toda palavra precisa ser dita para cumprir seu papel.
Algumas existem apenas para serem escritas.
Outras, para serem pensadas.
E há aquelas que nunca saem da página, mas transformam o que sentimos.
Desabafar no papel, escrever uma carta que talvez nunca será enviada, registrar pensamentos em um caderno — tudo isso tem valor.
Não pela resposta do outro, mas pelo encontro consigo.
Às vezes, escrever é um jeito de se escutar.
De reconhecer a própria voz no meio do barulho do mundo.
Palavras guardadas podem sufocar.
Mas palavras liberadas, mesmo que fiquem só entre você e o papel, aliviam.
Não é preciso publicar.
Não é preciso compartilhar.
É só preciso permitir que elas existam.
Escrever é uma forma de respirar por dentro.
Hoje, se algo estiver pesado, experimente escrever.
Não para convencer ninguém.
Apenas para se ouvir.
Porque algumas palavras não curam com o eco.
Elas curam no silêncio.
