Há dias em que o incômodo vem, mas não sabemos exatamente o porquê.
É um desconforto vago, uma tristeza difusa, uma inquietação que não se explica.
Nessas horas, dar nome ao que se sente pode ser um ato libertador.
Quando conseguimos reconhecer e nomear uma emoção — “isso é frustração”, “isso é medo”, “isso é saudade” — o peso muda.
Porque o que era um turbilhão sem forma ganha contorno.
E o que ganha contorno pode ser cuidado.
Nomear não significa entender tudo.
Mas significa fazer um primeiro contato com aquilo que está ali.
É um gesto de validação: “Eu vejo você, mesmo que não saiba ainda o que fazer com isso.”
Muitas vezes, o que sufoca não é o que se sente, mas o fato de não saber como sentir.
Dar nome é começar a construir uma ponte entre emoção e consciência.
E nessa travessia, surgem espaços de respiro.
Hoje, se algo apertar por dentro, tente perguntar:
“O que é isso que estou sentindo agora?”
Talvez só essa pergunta já seja um alívio.
