Às vezes, o que pesa não é o que aconteceu, mas o que ficou guardado por dentro.
Pensamentos embolados, sentimentos confusos, emoções acumuladas…
Tudo isso vai se misturando em silêncio até que algo começa a apertar: no peito, na garganta, na mente.
E é aí que escrever pode ser um alívio.
Não é preciso escrever bonito. Nem certo. Nem com pontuação perfeita.
Escrever para si é, antes de tudo, uma forma de colocar para fora o que não cabe mais dentro.
Funciona como um espelho: ao ver no papel o que antes era só caos interno, algo se organiza.
Não porque os problemas desaparecem, mas porque você passa a enxergar com mais clareza.
Escrever é um espaço sem julgamento.
É um abrigo onde ninguém interrompe.
É um momento onde você pode dizer tudo — sem precisar se justificar.
Não substitui um terapeuta.
Mas pode ser um remédio silencioso.
Um gesto de cuidado com sua própria história.
Talvez hoje você possa tentar.
Uma linha. Um parágrafo. Uma página.
Do jeito que vier.
Para si. Por si.
