Nem sempre é preciso entender. Às vezes, a luz, o vento e um instante bastam para colorir a gente por dentro.
Fechei os olhos na praia.
O som do mar foi ficando mais perto, o vento soprava sem pressa, e a luz do sol — que eu não via — começou a se transformar em cor.
Rosa profundo. Rosa suave. Dourado quente.
Nada místico, nada além do simples encontro entre a luz, a pele e o momento.
Mas, mesmo sem precisar de explicações, aquilo me atravessou diferente.
Não era um espetáculo para os olhos, era um convite ao sentir.
O corpo desacelera.
A mente faz menos barulho.
E a gente percebe que também é feita de camadas de luz, de sombra, de cor.
É bonito perceber que certas sensações não pedem nome, nem teoria.
Elas só existem.
E às vezes, é só isso que a gente precisa:
estar ali para sentir.
E você?
Qual foi a última vez que se permitiu apenas sentir, sem precisar explicar?
