Caminhos da Escuta Interior

A voz que sussurra quando a mente grita

Quando a mente está cheia, escutar torna-se uma tarefa quase impossível.
Os pensamentos atropelam uns aos outros.
As preocupações se empilham, criando uma pressão silenciosa.

E, no meio desse tumulto, existe uma voz mais verdadeira.
Uma voz que não grita.
Que não insiste.
Ela simplesmente espera.

Não compete com o barulho.
Não se impõe.

Essa voz só se revela quando há espaço.
E espaço não surge por acaso.
É preciso criá-lo.

Pode ser num silêncio escolhido de propósito.
Numa pausa entre um compromisso e outro.
Numa caminhada sem distrações.
Numa respiração que convida a estar presente.

Enquanto a mente grita por soluções rápidas,
essa voz sussurra perguntas que vão mais fundo:
“O que realmente importa agora?”
“De onde vem essa urgência?”
“O que você está tentando ignorar?”

Escutar essa voz não é sobre pressa,
é sobre presença.

Não espere respostas imediatas.
A escuta verdadeira é um processo.
Às vezes, só o ato de silenciar já é suficiente para aliviar.

Porque essa voz interior não precisa resolver tudo.
Ela apenas aponta caminhos que a mente apressada não consegue enxergar.

É um convite simples e profundo:
Diminua o volume do mundo lá fora.
E perceba o que emerge do lado de dentro.

Mesmo que a resposta não venha agora,
o espaço da escuta já é, por si só, um reencontro.

Um descanso.

Uma forma de voltar a si.

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