Às vezes, não é o que você diz. É como você diz.
Uma palavra solta no tom errado, um silêncio que grita mais do que qualquer frase, um olhar que corta, mesmo sem intenção.
A gente aprende a se defender com palavras duras. Ou a se proteger calando. E, no meio disso, esquecemos que o outro também sente, também carrega as próprias batalhas invisíveis.
Existem jeitos de falar que ferem mais do que um tapa. E existem jeitos de se calar que também machucam.
O mais difícil não é ter razão. É conseguir dizer o que precisa ser dito sem perder de vista a humanidade do outro.
Nem sempre dá certo. Às vezes, a emoção atropela. Mas quando a gente consegue, quando a palavra sai com respeito, mesmo em momentos difíceis, algo muda no ar. A conversa não vira disputa. Vira encontro.
No fim, não se trata de ser perfeito ao falar. Mas de escolher cuidar — inclusive com as palavras.
