Ser uma pessoa intensa é uma bênção e, às vezes, um fardo.
É sentir alegria de um jeito que transborda.
Mas também é sentir tristeza como um peso no peito.
É se emocionar com o que os outros nem notam.
É se importar demais, sofrer demais, amar demais.
Intensidade é viver sem filtros.
É não conseguir fingir que não sente.
É ter um coração que pulsa forte por tudo:
pelas pessoas, pelas causas, pelos detalhes do mundo.
Mas junto vem o cansaço.
Porque sentir tanto esgota.
Principalmente em um mundo que vive anestesiado, que diz pra você “não exagerar”, “não se envolver”, “ser mais racional”.
Ser intenso é ser chamado de “sensível demais”.
Mas a verdade é:
essa intensidade é um dom.
Ela é sua capacidade de enxergar fundo onde outros só veem a superfície.
O segredo não está em deixar de sentir.
Está em aprender a acolher essa intensidade.
Em transformar essa força em algo que nutre, e não que destrói.
Sentir intensamente é o que te conecta à vida de verdade.
Mas você não precisa carregar o peso disso sozinho.
É possível sentir tudo — e ainda assim, criar um espaço de leveza dentro de si.
Permita-se ser inteiro, sem medo.
Mas lembre-se: não é preciso se afogar para ser profundo.
A intensidade é linda.
Ela só precisa de respiro.
