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Procrastinação: o peso de não começar

Procrastinar não é simplesmente “deixar para depois”. É viver com uma tarefa não feita ocupando espaço na sua cabeça. É aquele peso invisível que te acompanha, mesmo nos momentos em que você tenta se distrair.

Você acorda já pensando no que tem que resolver, mas o dia vai passando e você empurra mais um pouco. E junto com a tarefa que não anda, vem a culpa. A autocobrança. A sensação de incapacidade.

É cansativo.

O mais curioso é que, muitas vezes, começar é mais fácil do que o tempo que você gasta fugindo. Mas o cérebro teima em buscar o caminho do menor esforço — mesmo que, no fundo, esse “menor esforço” seja o que mais te desgasta.

Procrastinar é também um medo disfarçado.

Medo de errar.

Medo de não ser bom o suficiente.

Medo de encarar o desconforto de fazer o que é difícil.

Então você posterga. E inventa pequenas fugas: redes sociais, tarefas irrelevantes, até aquela vontade repentina de organizar uma gaveta aparece. Tudo para não encarar o incômodo de começar.

Mas a verdade é que a paz não está em adiar.

A paz está em fazer.

Não pela obrigação de ser produtivo o tempo todo, mas porque a sensação de estar em movimento, mesmo que aos poucos, é infinitamente mais leve do que a estagnação.

A procrastinação só perde a força quando você dá o primeiro passo. Não importa se pequeno, imperfeito, desajeitado. É o movimento que quebra o peso da inércia.

Você não precisa esperar a motivação chegar. Ela vem depois que você começa.

A procrastinação não é o problema.

O problema é continuar fingindo que ela não está aí.

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