Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Neste Dia das Mães, o Silêncio Fala por Mim

Hoje não é um domingo qualquer.

É Dia das Mães — e também o dia da missa de um ano do falecimento da minha.

Um ciclo que se encerra sem que a saudade tenha diminuído.

Um vazio que aprendeu a respirar comigo, mesmo quando tudo parece calado por dentro.

Perder uma mãe já é dor suficiente.

Perdê-la no Dia das Mães tem um peso ainda mais profundo, por tudo o que essa data simboliza.

No início, foi difícil. Era como se o mundo estivesse celebrando enquanto eu recolhia os cacos da ausência.

Mas em algum momento, algo dentro de mim escolheu ressignificar.

Escolhi ver esse dia como uma homenagem.

Como se a vida tivesse marcado essa data para lembrar — para sempre — da grande mãe e avó que ela foi para nossa família.

Porque ela foi tudo isso: raiz, afeto, fortaleza. E continua sendo, de outra forma, em cada gesto que carrego dela.

Hoje, enquanto muitos comemoram com flores e abraços, o meu presente é memória.

É uma prece sussurrada entre lágrimas.

É gratidão por tudo o que ela foi, por tudo o que me deixou, por tudo o que ainda vive em mim.

Não posto fotos.

Recolho meu coração com delicadeza e me permito sentir — porque o luto também é forma de amar.

Para quem, como eu, sente falta de uma mãe que partiu, deixo aqui meu abraço mais silencioso e profundo.

Que o amor dela te visite hoje de algum jeito bonito.

E que o céu saiba, com toda a luz que tem, o quanto ela faz falta.

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