Relações Que Adoecem e a Coragem de Se Escolher

Quando amar muito nos faz mal — e a coragem de romper o ciclo

Às vezes, a gente ama tanto alguém que se perde.

Perde o riso fácil, a confiança nas próprias escolhas, a paz ao deitar a cabeça no travesseiro.

Mas continua ali, tentando mais um pouco.

Acreditando que o amor vai consertar, que a dor vai passar, que talvez seja só uma fase.

E assim, aos poucos, vai ficando preso.

Preso em um relacionamento que te faz encolher. Que te questiona mais do que te acolhe. Que faz você duvidar do seu valor, da sua voz, da sua própria percepção da realidade.

Relacionamentos tóxicos e abusivos nem sempre começam com gritos ou controles explícitos. Às vezes, tudo começa com intensidade, promessas e admiração. Mas, com o tempo, o que era paixão vira prisão. O que era cuidado vira vigilância. O que era companheirismo vira medo.

E você se vê tentando justificar o injustificável. Escondendo suas dores. Se calando para evitar mais conflito. E, por dentro, se apagando.

Mas aqui está a verdade mais difícil e mais libertadora: amar alguém não é desculpa para abandonar a si mesmo.

Quando o amor machuca mais do que cura, algo precisa mudar.

Quando você começa a sumir dentro da relação, não é amor — é controle, é desequilíbrio, é ferida aberta sendo cutucada todos os dias.

E qual é a luz?

A luz começa quando você se vê. Quando você se escuta. Quando você começa, mesmo com medo, a desejar algo melhor — e a acreditar que merece.

A luz vem com cada limite que você aprende a colocar. Com cada “não” que você tem coragem de dizer.

Vem com cada vez que você se escolhe, mesmo que ainda esteja tremendo por dentro.

Sair de um relacionamento abusivo não é fraqueza, é força. Não é desistir do amor — é finalmente amar a pessoa mais importante da história: você.

Vai doer. Vai confundir. Vai dar medo. Mas a liberdade, a paz e a vida que te esperam do outro lado fazem tudo valer a pena.

Você merece um amor que não fere. Que não diminui. Que não silencia.

E tudo começa no dia em que você diz: basta.

Esse é o primeiro passo da sua cura. E, sim, há vida depois disso. Uma vida inteira esperando por você — inteira(o), leve, seu (sua).

Deixe um comentário