Cura emocional não acontece de um dia para o outro. Ela não é barulhenta, nem dramática. Às vezes, ela começa no instante em que você decide parar de se culpar. Outras vezes, quando você permite que uma lágrima finalmente caia. Cura é quando o coração começa a respirar com menos peso — mesmo que ainda doa um pouco.
É fácil pensar que curar-se significa esquecer. Mas não é. Curar é lembrar sem se machucar tanto. É poder falar sobre o que doeu sem se perder outra vez. É aprender a olhar para o que foi com olhos mais brandos, entendendo que você fez o melhor que podia com o que sabia na época.
Cura emocional é se acolher no meio do caos. É reconhecer as rachaduras e, ainda assim, se enxergar inteiro. Não porque está tudo resolvido, mas porque você está disposto a se reconstruir.
Hoje, que você tenha a coragem de se tratar com gentileza. Que se permita ficar quieto se precisar, chorar se for o caso, e sorrir quando o coração der espaço. A cura não exige pressa. Ela só pede presença.
Você não precisa estar totalmente bem para estar no caminho certo. Às vezes, só precisa estar disposto a continuar — mesmo que devagar, mesmo que em silêncio, mesmo que tremendo um pouco por dentro. A cura começa aí.
