Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

A culpa tem um peso estranho.

Não se vê, mas se carrega.

Às vezes, ela se esconde em silêncios longos. Outras vezes, grita dentro da gente em forma de “eu devia ter feito diferente”.

A culpa nasce quando o coração acredita que falhou —

mesmo quando tentou acertar.

Mesmo quando fez o melhor que sabia, com as ferramentas que tinha.

Mas a verdade é que culpa demais não ensina — paralisa.

Culpa demais não repara — sufoca.

Existe uma diferença bonita entre culpa e responsabilidade.

A culpa te prende ao passado.

A responsabilidade te convida a crescer com ele.

Uma machuca.

A outra cura.

Você não precisa se castigar para aprender.

Não precisa se odiar para evoluir.

Pode olhar com honestidade para os próprios erros e, ainda assim, se tratar com carinho.

Errar faz parte. Perdoar-se também.

Porque ninguém caminha com leveza carregando pedras no peito.

E você merece leveza.

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