Nem sempre é fácil enxergar com clareza quando tudo ao redor parece barulho.
As cobranças, os medos, as expectativas…
É como tentar ver o fundo de um lago enquanto as águas ainda estão agitadas.
Mas chega um momento — quase sempre silencioso —
em que algo dentro pede pausa.
Não para desistir, mas para olhar diferente.
O novo olhar não chega com força.
Ele nasce no espaço entre um pensamento e outro.
Na respiração consciente.
Na presença que acolhe sem querer mudar tudo.
É nesse ponto, entre o caos e a calma,
que começa o verdadeiro despertar.
Despertar não é sobre virar alguém novo.
É sobre lembrar o que sempre esteve aí, sob as camadas.
É descobrir que, mesmo no meio da confusão,
existe um lugar interno que sabe.
Que sente.
Que vê com os olhos da alma.
E quando se acessa esse lugar — ainda que por instantes —
a vida já não é a mesma.
Porque o olhar mudou.
E onde há novo olhar, há novo caminho.
