Há dores que não se manifestam em lágrimas ou gritos, mas residem silenciosamente dentro de nós. São feridas invisíveis que, embora não deixem marcas na pele, influenciam profundamente nossos pensamentos, emoções e decisões.
Essas feridas emocionais podem surgir de experiências de rejeição, abandono, traição ou outras situações dolorosas que enfrentamos ao longo da vida. Muitas vezes, elas se formam ainda na infância e, se não forem reconhecidas e cuidadas, podem persistir, afetando nossa autoestima, nossos relacionamentos e nossa capacidade de confiar — tanto nos outros quanto em nós mesmos.
Reconhecer a existência dessas feridas é o primeiro passo para a cura. É um ato de coragem olhar para dentro, identificar as dores que carregamos e aceitar que elas fazem parte da nossa história. A escrita terapêutica, por exemplo, pode ser uma aliada nesse processo, permitindo-nos expressar sentimentos reprimidos e compreender melhor nossas emoções.
A jornada de cura não é linear. Haverá dias de avanço e outros de recaída. Mas cada passo, por menor que seja, nos aproxima de uma versão mais íntegra e verdadeira de quem somos. Práticas como meditação, caminhada, silêncio, oração ou simplesmente respirar com mais atenção podem trazer momentos de alívio, lucidez e conexão com o presente.
Lembre-se: você não está sozinho. Buscar apoio — seja de amigos, familiares ou profissionais — é um ato de amor-próprio. Permita-se ser cuidado, ouvido, acolhido. A jornada da cura pode ser longa, mas é possível. E você merece essa paz.
