Coleções de Leitura | Sinfonia de Palavras

Quando a Cabeça Pede Socorro, o Corpo Fala

O que sentimos e pensamos não fica só na cabeça. Vai para os ombros tensos, o estômago embrulhado, o sono que não vem. Vai para a dor crônica sem explicação, para o cansaço que não passa, para a respiração curta mesmo em dias calmos.

Muitas vezes, o corpo assume o que a mente não consegue processar. Ansiedade vira taquicardia. Raiva engolida vira tensão muscular. Tristeza não expressada pesa no peito. O corpo entrega aquilo que tentamos disfarçar com sorrisos e produtividade. Ele não mente.

É comum buscar ajuda médica para sintomas físicos e sair com exames normais. Mas isso não significa que está tudo bem. Significa que talvez a dor esteja em outro lugar — emocional, invisível, negligenciada.

O corpo tenta equilibrar o que está em conflito. Se a mente está em guerra, o corpo vira campo de batalha. E ele vai resistir o quanto puder, até não aguentar mais.

Ouvir o corpo é uma forma de autocuidado. Não para calar os sintomas com remédio, mas para entender a mensagem por trás deles. Às vezes, o que o corpo quer dizer é que estamos indo longe demais, exigindo demais, fingindo demais. E que está na hora de parar, sentir, cuidar.

Cuidar da mente é também cuidar do corpo. Porque um não anda sem o outro. E a saúde só é completa quando ambos são ouvidos.

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