A frase em latim “Dura lex, sed lex” significa: “A lei é dura, mas é a lei.” Pode soar rígida, até impessoal, mas carrega uma verdade simples: regras existem por um motivo — manter as coisas funcionando para todos.
É normal não concordar com tudo. Algumas regras parecem exageradas, outras atrapalham a rotina. Mas, sem elas, o convívio se torna instável. Basta imaginar o trânsito sem semáforos ou um jogo sem árbitro. O resultado seria o caos.
Seguir regras não significa aceitar tudo sem pensar. Significa entender que há um caminho para mudanças, e que ele passa pelo respeito à estrutura existente. Regras podem — e devem — ser questionadas, mas até que mudem, precisam ser cumpridas.
Dura lex, sed lex. Pode ser incômoda, pode parecer dura, mas enquanto for a regra, ela vale para todos. E isso importa. Porque quando todos seguem a mesma norma, independentemente de cargo, opinião ou preferência, o princípio da igualdade se mantém. A regra deixa de ser um obstáculo individual e passa a ser uma proteção coletiva.
É esse equilíbrio que sustenta a confiança. Se um cidadão comum precisa cumprir uma lei, mas alguém com influência pode ignorá-la, o sistema perde legitimidade. A regra, então, precisa valer não só para quem é mais vulnerável, mas também para quem tem mais poder. Esse é o sentido mais profundo de “a lei é dura, mas é a lei”: ela não escolhe lados.
Seguir uma regra, mesmo quando discordamos, é também um ato de responsabilidade. É reconhecer que não estamos sozinhos, e que viver em sociedade exige concessões. Só assim é possível discutir mudanças com legitimidade, sem que o caos tome o lugar da ordem.
