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Ansiedade: quando tudo parece demais

Tem dias em que a cabeça não para. Pensamentos vão e voltam como se estivessem correndo numa pista infinita. O coração acelera, o corpo fica tenso, e você sente como se estivesse sempre atrasado — mesmo parado. Isso é ansiedade. E não, você não está sozinho.

A ansiedade costuma chegar sem avisar. Às vezes, você acorda já sentindo o peso do dia. Outras vezes, ela se disfarça de irritação, cansaço, falta de paciência. Pode vir em silêncio ou em forma de crise, mas quase sempre carrega a mesma sensação: algo está errado, mesmo quando parece que está tudo bem.

A verdade é que viver ansioso é cansativo. Porque não é só uma questão emocional — o corpo também sente. Dói nas costas, no estômago, no sono que não vem. E isso tudo vai drenando a energia, a vontade, o foco.

Mas aqui vai algo importante: sentir ansiedade não te faz fraco. Não é sinal de que você está falhando. É sinal de que você precisa de cuidado. E cuidado, às vezes, é parar. É respirar. É dizer “não” sem culpa. É aceitar que não dá pra controlar tudo — e tudo bem.

Nem sempre dá pra evitar a ansiedade. Mas dá pra aprender a não se afogar nela. Com tempo, com apoio, com gentileza consigo mesmo. Você não precisa fingir que está bem o tempo todo. Pode admitir que está difícil. Isso também é força.

Ansiedade não precisa ser um monstro que te persegue. Ela pode ser um sinal de que é hora de se olhar com mais carinho. De desacelerar. De lembrar que viver não é correr — é seguir, no seu ritmo.

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