Tem dias que tudo pesa.
Você acorda já cansado, como se a vida tivesse ficado grande demais pra carregar. As dúvidas se empilham, as respostas não vêm, e cada escolha parece um risco enorme de dar tudo errado.
Você tenta seguir, mas não sabe por onde. Está exausto de tentar acertar, de dar o melhor, de buscar sentido em caminhos que parecem não levar a lugar nenhum. E o pior é essa sensação constante: “E se eu escolher errado de novo?”
Se sentir perdido não significa que você falhou.
Significa que você está vivo, consciente, tentando encontrar um caminho verdadeiro — e não apenas qualquer rota que pareça funcionar por fora.
Nem sempre a direção aparece clara. Às vezes, ela vem no silêncio, nos pequenos passos, nas pausas. Vem quando você para de tentar controlar tudo e começa a ouvir mais a si mesmo.
Sim, é assustador não saber. É desconfortável não ter certeza. Mas a vida não exige que você tenha todas as respostas agora. Só pede uma coisa: que você continue. Mesmo sem mapa. Mesmo com medo. Mesmo devagar.
Porque é no meio da confusão que a gente se encontra.
É quando tudo parece incerto que o verdadeiro caminho começa a se formar — não do lado de fora, mas dentro de você.
Não se cobre tanto. Não se apresse. Não se compare.
Você não está atrasado. Você está em processo. E isso já é coragem.
