O luto não tem um rosto, não tem um manual de instruções. Ele chega sem aviso, de forma inesperada, e nos pega despreparados. Pode ser uma perda de alguém que amamos, uma mudança de vida ou até mesmo o fim de uma fase importante. Seja qual for a dor, o luto é um processo silencioso, profundo e solitário. Ele não pode ser apressado, nem ignorado. Cada um sente e vive o luto à sua maneira.
O tempo é, sem dúvida, o nosso aliado. Mas, em momentos de dor, ele pode parecer tão distante. Quando a perda é recente, o relógio parece ter parado. O tempo passa, mas a sensação de vazio é intensa. Cada segundo se arrasta, e a saudade se faz presente de forma constante. O luto nos ensina que não existe um “tempo certo” para curar. Não há prazo.
O que o tempo traz é a capacidade de aprender a viver com a ausência. No início, as lembranças podem ser difíceis de encarar, mas com o passar dos dias, elas se tornam memórias que nos ensinam a força do amor que sentimos por quem partiu. O tempo, assim, transforma a dor em saudade, e a saudade, aos poucos, vai moldando o nosso novo jeito de viver.
Não se apresse. Não há pressa para curar. Não há pressa para superar. Cada pessoa tem o seu tempo. O luto não é um processo linear. Tem altos e baixos, dias mais difíceis e outros mais tranquilos. Às vezes, você vai se sentir forte e, em outros momentos, a dor vai parecer insuportável. E tudo bem. Isso faz parte.
Com o tempo, vamos aprendendo a carregar a ausência, a honrar o que foi perdido e a lembrar com carinho e gratidão. O luto não apaga o amor que sentimos, ele apenas nos ensina a viver com a saudade, respeitando o nosso próprio ritmo.
A cada dia, mesmo que de forma imperceptível, o tempo vai nos permitindo voltar a sorrir, a sentir novamente a vida. E, um dia, a dor será um suave lembrete de quanto fomos capazes de amar.
Permita-se sentir. Permita-se viver o luto no seu tempo.
