Cheguei a Portugal e, de alguma forma, percebi que este país tem o sabor da minha infância, mesmo que eu tenha crescido no Brasil. Às vezes, a vida nos leva a lugares inesperados, mas quando paramos para observar, percebemos que existem elementos que nos conectam de formas que nem imaginávamos.
O cheiro do pão quente nas padarias, as ruas de paralelepípedos, o calor do sol em algumas tardes… Tudo isso me trouxe uma sensação de familiaridade, como se, de alguma forma, tivesse vivido aqui antes. Mesmo com a distância geográfica e cultural, Portugal tem nuances que fazem minha memória afetiva se aquecer.
A culinária, com seus sabores simples e intensos, é como uma viagem no tempo. O café da manhã, com pastéis de nata e o aroma do café forte, lembra aquelas manhãs de domingo no Brasil, em que a mesa estava sempre cheia, pronta para receber quem quisesse compartilhar um pedaço de felicidade.
Embora a minha infância tenha sido no Brasil, em cada esquina, em cada detalhe de Portugal, encontrei um pedacinho daquilo que me fez ser quem sou hoje. É curioso como certos lugares têm a capacidade de nos fazer sentir em casa, mesmo quando estamos milhas distantes de onde tudo começou.
