É uma dor silenciosa, onde você sente falta de alguém que, de alguma forma, fez parte da sua rotina. Você queria poder ligar para ela, contar uma bobeira, rir juntos ou compartilhar uma notícia. Mas a pessoa se foi, seja fisicamente ou emocionalmente, e você fica com o vazio do que já não é mais. No começo, essa ausência pesa, e cada momento sem ela é como uma pequena perda, um lembrete constante do que não está mais presente.
No entanto, o tempo tem uma maneira de nos ensinar a lidar com essas ausências. Você se acostuma. Aos poucos, a saudade vai diminuindo, os pequenos momentos de querer compartilhar algo já não acontecem com a mesma intensidade. E, por mais doloroso que seja, o ciclo de adaptação vai nos conduzindo para um lugar onde, eventualmente, não sentiremos mais falta da presença daquela pessoa, ou, ao menos, a dor será muito mais suave.
Essa fase de luto não significa que a pessoa tenha deixado de ser importante, mas sim que você aprendeu a seguir em frente, a viver sem a presença dela de uma maneira diferente. É um processo de readequação, de entender que as pessoas entram e saem da nossa vida, e que, muitas vezes, a vida continua sem elas.
O afastamento, no fim, nos ensina sobre o que é realmente essencial e sobre a nossa própria força. Você aprende a viver com a saudade e, com o tempo, ela vai se tornando menos urgente. A vida segue, e você segue também, com a certeza de que, apesar da dor, o seu caminho continua.
