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Deixe ir …

Deixar as pessoas irem quando quiserem, sem apego, é um ato profundo de amor e liberdade, tanto para elas quanto para você. É reconhecer que ninguém nos pertence, que cada um tem sua própria jornada e que tentar segurar alguém contra a vontade cria sofrimento desnecessário.

Apegar-se é natural, mas o apego excessivo é um reflexo de medo: medo de ficar só, de perder algo, de não ser suficiente. Quando você aprende a deixar as pessoas partirem, percebe que o amor verdadeiro não é controle ou posse, mas sim respeito pela liberdade do outro.

Permitir que alguém vá, sem rancor ou resistência, é uma forma de confiar no fluxo da vida. Se essa pessoa foi importante, o que ela trouxe para sua vida permanece com você como aprendizado, crescimento ou memória. E se o caminho dela é se afastar, é porque algo novo está reservado para ambos.

Em última análise, deixar ir não é abandono; é aceitação. É acreditar que o que é verdadeiro, o que deve permanecer, sempre encontrará o caminho de volta. Enquanto isso, sua paz interior não depende de quem fica ou vai, mas de sua própria capacidade de estar inteiro consigo mesmo.

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